Antonio Carlos Aguiar responde à proposta de extinguir a Justiça do Trabalho com dados históricos, a defesa da especialização do juiz e um convite à reflexão sobre o futuro do Direito do Trabalho no Brasil.

A proposta de extinguir a Justiça do Trabalho voltou ao centro do debate público. Durante o "Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil", promovido pela Unecs, um candidato à Presidência defendeu o fim da Justiça Trabalhista, afirmando que as questões poderiam ser resolvidas no âmbito da Justiça Cível, em nome de uma "reforma trabalhista decente" e de uma legislação que considera "inadequada". Diante da complexidade do sistema, o impulso de buscar uma solução simples e imediata surge como um refúgio tentador — mas seria essa a solução correta?
 
Em seu mais novo artigo para o ConJur, o presidente do Sinsa, Antonio Carlos Aguiar, responde com dados e reflexão. Em 2025, a Justiça do Trabalho registrou o maior volume de pagamentos da sua história, superando a marca de R$ 50 bilhões, e recebeu 4,09 milhões de processos, alta de 19,3% em relação ao ano anterior. São 27 ministros no TST, 24 Tribunais Regionais, 1.587 Varas do Trabalho e cerca de 62 mil pessoas dedicadas à porta de entrada do cidadão. O autor lembra que a especialização do juiz é exigência da natureza do conflito e que a Justiça do Trabalho nasceu para transformar a luta de classe em evolução civilizada.
 
Extinguir tudo isso "num passe de mágica" e empurrar os conflitos para a Justiça Cível?
 
Como lembra o velho Mencken: "Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada".
 
Diante dos dois "fins" possíveis — o da extinção e o da finalidade —, Aguiar propõe um caminho mais brasileiro e eficaz: a Facilidade de Incorporação Multidisciplinar. Tempos novos exigem sabedoria, não ilusão.
 

Confira a reflexão completa sobre o futuro da Justiça do Trabalho no Brasil. 
 
👉 Leia o artigo na íntegra: https://conjur.com.br/2026-set-01/o-fim-da-justica-do-trabalho/

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